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Mostrando postagens de abril, 2026

O fim da escala 6x1 no Brasil

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  Por Álvaro Capute, professor e Bacharel em Ciências Humanas Discutir o fim da escala 6x1 no Brasil é considerar, antes de tudo, a qualidade da vida humana dentro da própria organização do trabalho. A Constituição brasileira já limita a jornada normal e assegura descanso semanal remunerado, o que mostra que o direito do trabalho não foi pensado para submeter integralmente a existência ao expediente, mas para preservar um equilíbrio mínimo entre produção, saúde e convivência social. Quando se observa o impacto das longas jornadas sobre o corpo e a mente, esse debate se torna ainda mais urgente. A Organização Mundial da Saúde e a OIT apontaram que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado ao aumento do risco de AVC e de doenças cardíacas, evidenciando que jornadas excessivas não são apenas desgastantes, mas também um problema de saúde pública. Além disso, reduzir a rigidez da escala 6x1 não significa necessariamente perder produtividade. Estudos recentes sobre a semana de...

A posição do espiritismo diante do problema bíblico

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  Por Álvaro Capute, professor e Bacharel em Ciências Humanas A relação entre o espiritismo e a Bíblia frequentemente se torna objeto de debates, sobretudo quando confrontada com interpretações religiosas tradicionais que a consideram como “palavra literal de Deus”. O pensamento apresentado pelo escritor e filósofo espírita José Herculano Píres, em seu livro “Visão Espírita de Bíblia”, à luz da codificação de Allan Kardec, permite compreender que a posição espírita diante do chamado “problema bíblico” não é de negação, tampouco de aceitação dogmática, mas de análise crítica, histórica e evolutiva. Desde O Livro dos Espíritos , estabelece-se um princípio fundamental: os textos bíblicos devem ser estudados à luz da razão e do progresso do conhecimento humano. Ao afirmar que “não é a Bíblia que está em erro, mas a interpretação dos homens”, Kardec desloca o eixo da discussão. O problema não reside propriamente no texto, mas na forma como ele foi compreendido, transmitido e utilizado ...

O espiritismo não é vegetariano ou vegano

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  Por Álvaro Capute, professor e Bacharel em Ciências Humanas Entre alguns adeptos do espiritismo, observa-se uma tentativa recorrente de converter o vegetarianismo, e até mesmo o veganismo, em exigência ético-moral da doutrina. Em certos discursos, essa preferência alimentar deixa de ser apresentada como opção legítima de consciência, higiene, saúde ou estilo de vida, e passa a ser tratada como se fosse um princípio ético obrigatório do espiritismo. Essa leitura, porém, é doutrinariamente frágil e conceitualmente equivocada. O próprio trecho de O Livro dos Espíritos, no item 723, é suficientemente claro ao afirmar que, dada a constituição física humana, “a carne alimenta a carne” e que, em nome da lei de conservação, o homem deve se alimentar “de acordo com as exigências de seu organismo”. A resposta é direta ao situar a alimentação no campo da necessidade orgânica , não no da imposição moral abstrata. O texto não condena, não proíbe e não moraliza o consumo de alimentos de ori...