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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Quem paga a conta? Como o sistema tributário brasileiro penaliza os mais pobres

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Por professor Álvaro Capute, bacharel em Ciência humanas O sistema tributário brasileiro transfere, em regra prática, uma parcela proporcionalmente maior da renda das famílias mais pobres para o Estado do que das famílias mais ricas — não porque os ricos não paguem impostos em valores absolutos, mas porque a estrutura da tributação concentra a arrecadação em impostos sobre consumo, que incidem igualmente sobre todos os preços e penalizam quem não pode poupar. Relatórios e estudos de instituições nacionais e internacionais documentam essa dinâmica e permitem analisar com precisão seus mecanismos e impactos. A diferenciação conceitual é simples, mas decisiva: enquanto o montante absoluto pago em reais tende a ser maior entre contribuintes de maior renda, a carga tributária efetiva — isto é, a parcela da renda destinada a tributos — pode ser e, de fato, é maior entre os estratos de menor renda. Esse resultado decorre da preponderância dos tributos indiretos (incidentes sobre bens e servi...

Espiritismo: Imperfeições físicas e sofrimento após a morte

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Por professor Álvaro Capute, bacharel em Ciências Humanas A afirmação de Allan Kardec no livro O que é o Espiritismo? , segundo a qual os Espíritos, ao desencarnarem, libertam-se das imperfeições físicas, mas conservam as imperfeições morais, constitui um dos fundamentos mais relevantes da concepção espírita sobre a natureza humana, a evolução espiritual e a responsabilidade moral. Longe de ser apenas uma observação circunstancial, essa afirmação expressa uma síntese doutrinária que articula antropologia espiritual, ética, pedagogia existencial e racionalidade filosófica, revelando o caráter profundamente educativo do Espiritismo. Ao distinguir entre imperfeições físicas e imperfeições morais, Kardec estabelece, primeiramente, uma separação clara entre aquilo que pertence ao organismo material e aquilo que pertence à essência espiritual. As imperfeições físicas — como dores, enfermidades, limitações orgânicas e fragilidades biológicas — são próprias do corpo e resultam das leis natura...

Pensamento crítico: a perspectiva sociológica sobre a compreensão da realidade e a transformação social

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Por professor Álvaro Capute, bacharel em Ciências Humanas Para a Sociologia, o pensamento crítico é uma capacidade fundamental que permite aos indivíduos compreenderem a realidade social para além das aparências imediatas, das explicações superficiais e dos discursos prontos que circulam no cotidiano. Trata-se de uma forma de reflexão sistemática, fundamentada e consciente, que busca analisar os fenômenos sociais considerando seus contextos históricos, econômicos, políticos e culturais. Pensar criticamente, nesse sentido, não significa apenas discordar ou questionar por hábito, mas desenvolver a habilidade de investigar, interpretar e avaliar informações com rigor, responsabilidade e autonomia intelectual. Do ponto de vista sociológico, o pensamento crítico nasce da compreensão de que a sociedade não é natural nem imutável, mas construída pelos próprios seres humanos ao longo da história. As normas, os valores, as instituições, as tradições e os costumes são resultados de processos soc...